28/11/2017 23:18 - Atualizado em 28/11/2017 23:11

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Heróis...

Meus heróis da infância me fizeram ser um homem bom. 

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Arte de Escrever
Pedro Kioshi como Super-Homem. (Foto: Cleiton Vitorino)

Ser um herói! Esse era meu sonho de criança... mas qual criança nunca sonhou com isso?

Lembro-me, há alguns vinte e poucos anos, de assistir a praticamente todos os programas de heróis. A extinta TV Manchete era para mim como um oásis em meio ao deserto. Assistia a todos, sem distinção: desde o menos atrativo aos mais “elaborados” para uma criança de dez anos (minha idade na ocasião).

Minha mãe, como tantas outras, dizia que eu era uma criança que não dava trabalho algum, pois bastava uma TV ligada para roubar minha atenção o dia inteiro. Por outro lado, preocupava-se, pois eu repetia todos os bordões dos personagens, desde “Gigante Guerreiro Daileon!” a “Cólera do Dragão!”. Ela tinha medo que eu me tornasse “uma criança com problema na cabeça”. Mal sabia que todos esses programas aguçavam meus sentidos, melhoravam minha criatividade, afloravam meu senso de justiça e discernimento, além de fazer a minha infância mais lúdica.  

Claro que no auge dos meus dez anos eu não tinha a menor ideia disso. Tudo o que queria era ser um herói: defender quem era oprimido, derrotar vilões e poder ajudar quem mais precisava. Nunca pensei em ser reconhecido como herói, afinal, eles não almejam isso. São altruístas, empáticos e, apesar de seus defeitos, tentam sempre ser melhores.

Dani, minha Mulher-Maravilha. (Foto: Cleiton Vitorino)

Hoje cresci, me tornei adulto, tenho minha família. Percebo que todos os programas de heróis me fizeram bem e, diferente do que minha mãe pensava, me tornei um homem bom. Tenho ideais e sou ponderado em minhas decisões. Levo a verdade e a sinceridade como minhas principais virtudes.

Não tenho superpoderes, até gostaria, mas para fazer o bem eles não são necessários. Para fazer o bem basta ser humano e enxergar o outro. 

Hoje sou marido. Marido da mulher mais linda e incrível desse mundo. Aliás, ela sim, é uma heroína, para me aguentar todos os dias e ainda me amar. Não é para qualquer uma, não. 

Hoje sou pai. Pai de um garoto que aprende a cada dia algo novo. Que também adora super-heróis e quer ser um quando crescer. Será coincidência, possível influência?

Sou marido da Mulher-Maravilha, da Tempestade, da Mulher-Gato. Sou marido da DANI, minha verdadeira heroína.

Sou pai do Batman, do Super-Homem, do Ben 10. Sou pai do Pedro Kioshi, o meu “verdadeiro herói”, que me resgatou quando tudo a minha volta era escuridão.

E hoje vejo que ser herói também é ser um bom exemplo. Exemplo em qualidades, virtudes, erros e acertos para o futuro desse meu GRANDE HERÓI!

Texto de Cleiton Vitorino, estudante de fotografia, apaixonado pela família, vídeo game e super-heróis.

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