07/02/2018 00:00 - Atualizado em 08/01/2018 12:06

Agenda cultural

História do Cinema e dos Movimentos Cinematográficos

Curso aborda desde a era do cinema mudo até a revolução da era digital.

Jucelene Oliveira
Jucelene Oliveira
Arte de Escrever
Cidadão Kane (1941), de Orson Welles. (Foto: Internet)

Curso teórico baseado em cenas importantes de cada um dos principais diretores do cinema mundial e seus filmes, de modo a propiciar ao aluno o entendimento da evolução do cinema. Além de cineastas que criaram filmes que são verdadeiros marcos na história do cinema brasileiro e mundial, o curso vai analisar os principais movimentos cinematográficos, como o Expressionismo Alemão, o Neorrealismo Italiano, a Nouvelle Vague e o Dogma 95, bem como os brasileiros Cinema Novo e Cinema Marginal.

Por fim, os novos rumos da era digital também será objeto de discussão, com os super efeitos especiais de Exterminador do Futuro 2, Matrix e a interação com personagens digitais de Harry Potter, Senhor dos Anéis.

Programa

Aula 1 - 15 de jan (segunda-feira): A era do cinema mudo (1895-1929)Os primeiros passos e as descobertas de Méliès, o surgimento dos enquadramentos, da montagem. O desenvolvimento da arte de falar por imagens, Griffth, o criador da linguagem cinematográfica moderna; Charles Chaplin, Buster Keaton. O surgimento das técnicas de montagem, iluminação e enquadramento.

Aula 2 - 17 de jan (quarta-feira): Surgem os gêneros: anos 25 e 40.
A força visual do expressionismo alemão. A chegada do som, o filme de gângster, os filmes de terror, diretores alemães do Expressionismo migram para Hollywood e ajudam a criar o film noir.

Aula 3 - 19 de jan (sexta-feira): Anos 40 e 50 (1ª parte) A força do cinema de autor.A revolução de Cidadão Kane. O cinema europeu do pós guerra, a força do novo cinema italiano: Neo Realismo, diretores revolucionários como Rosselini, De Sica, Pasolini e Fellini. O talento do sueco Ingmar Bergman.

Aula 4 - 22 de jan (segunda-feira): Anos 50 (2ª parte) O filme B, Sci Fi e Hitchcock.A descoberta do cinema japonês, Kurosawa, Ozu e Mizoguchi. O Filme B se firma e lança novos diretores. Surge como gênero a Ficção Científica, que reflete o imaginário da Guerra Fria. O Fenômeno Alfred Hitchcock, a ruptura de regras e as técnicas de manipulação do espectador. A expansão da tela com os formatos largos do Cinemascope e a novidade dos efeitos 3D.

Aula 5 - 24 de jan (quarta-feira): Anos 60 (1ª parte) Novos movimentos sacodem a linguagem.A Nouvelle Vague francesa, Godard e Truffaut, bem como sua influência no Cinema Novo e o Cinema Marginal no Brasil. A arte de Luis Buñuel.

Aula 6 - 29 de jan (segunda-feira): Anos 60 (2ª parte) De Antonioni à KubrickO cinema de Kubrick, Sergio Leone, Bertolucci e Antonioni. O surpreendente talento de diretor do até então ator cômico Jerry Lewis. O revisionismo dos mitos do faroeste e do herói clássico. O novo cinema alemão de Win Wenders e Herzog.

Aula 7 - 31 de jan (quarta-feira): Anos 70: os independentes da Nova Hollywood e o blockbuster.A evolução de Woody Allen. Independentes como Altman, Coppola, e Scorsese revolucionam a linguagem, enquanto a indústria se firma com blockbusters como Tubarão e Star Wars, que dominam o imaginário POP.

Aula 8 – 02 de fev (sexta-feira): Anos 80, 90 até os anos 2000O fracasso de Heaven’s Gate muda a regra dos blockbusters. A ordem é não errar: a ditadura dos script doctors, sequências e remakes entram na ordem do dia. O cinema pós moderno: Quentin Tarantino.

Aula 9 - 07 de fev (quarta-feira): A revolução da era digital.
O cinema digital revoluciona a sétima arte. Nos dois extremos, o contraponto entre a simplicidade estética defendida pelo movimento Dogma 95 e a sofisticação técnica dos efeitos de Titanic, Exterminador do Futuro 2. Personagens digitais tornam-se atores, como em Harry Potter. A técnica e a sofisticação visual graças à tecnologia digital de Matrix.

Cena de Titanic (1998), de James Cameron. (Foto: Internet)

Sobre o professor:

Marcelo Lyra: professor, crítico de cinema e literatura - Formado em jornalismo pela PUC-SP em 1989, cursou as disciplinas de montagem, crítica de cinema e de história da crítica, ambos na Escola de Comunicação e Artes da USP. Iniciou a carreira de crítico no Caderno 2 do Jornal O Estado de S. Paulo, em 1999, quando tornou-se repórter de cinema e eventualmente assinando também a coluna de Filmes na TV nas férias e viagens do titular Luiz Carlos Merten. Foi crítico de cinema do Jornal da Tarde e colaborador das seguintes publicações, sempre na área de cinema: Revista de Cinema, Revista Ver Vídeo, Jornal do Brasil, Revista do Memorial da América Latina, revista Bizz e outros. Cursou, como convidado, as cadeiras de Roteiro, Edição e Crítica de Cinema na graduação da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da USP. É autor do livro “Cinema Como Razão de Viver”, publicado em 2003. Dá cursos de história do cinema, realiza regularmente curadorias de mostras de cinema, participou de inúmeras comissões de seleção de filmes para festivais e de júris de festivais como o de Brasília, do Ceará, Goiás, Porto Alegre, Santa Catarina, curtas de São Paulo e outros. Em 1993 foi vencedor do prêmio Abic de melhor reportagem.

Informações
Período: de 15 de janeiro a 7 de fevereiro de 2018
Segundas, Quartas e Sextas, das 19h30 às 22h30 
Carga horária: 24 horas em 9 encontros
Formas de pagamento: R$580,00 ou 2 cheques de R$290,00
Até 08/01 à vista - 20% de desconto - R$464,00
Aula avulsa - R$100,00
Local: Espaço Itaú de Cinema – Anexo Rua Augusta, 1470 – Cerqueira César – São Paulo
Vagas: 30 pessoas (mínimo de 15 para a realização do curso)
Inscrições: (11) 3266-5115, escola@cinespaco.com.br
Rua Antônio Carlos, 288 – 1º andar
www.escolanocinema.com.br

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